Lisboa foi palco de mais uma performance inflamável de D’Baby Adams, a chamada Baronesa das Artes Britânicas, conhecida por suas falas contundentes e por polêmicas recentes, como a ofensiva durante a campanha do Oscar 2025 — quando se colocou abertamente contra a candidatura de Fernanda Torres.
Em palestra no Black Europeans Lisbon Summit 2025, Adams não se conteve e abriu seu discurso já com a verve que a tornou célebre:
“Senhoras e senhores, não me convidaram aqui para sussurrar, mas para falar alto — como deve ser quando tratamos de memória colonial e justiça social. Porque o passado, meus caros, não é uma relíquia guardada em vitrines empoeiradas. O passado respira, exige resposta, exige responsabilidade.”
A atriz defendeu que o colonialismo não é um capítulo encerrado da história, mas uma herança que se renova em desigualdades, “corpos descartáveis” e narrativas ainda sufocadas. Para ela, o teatro é trincheira e deve ser usado como arma política:
“Nós, artistas, temos a obrigação de abrir feridas no palco para que a plateia se lembre: o que foi silenciado precisa ser dito, e o que foi escondido precisa ser exposto à luz. Justiça social não é dádiva, é conquista.”
Sem citar nomes diretamente, Adams deixou no ar uma crítica que foi rapidamente interpretada como uma alfinetada a Fernanda Torres e à sua atuação em Ainda Estou Aqui:
“Lamento ver certas interpretações recentes que tratam essa memória com a delicadeza de um bibelô. Não citarei nomes… mas digamos que, se alguém em Ainda Estou Aqui tivesse entendido a urgência da questão, teríamos visto suor, lágrimas e verdade, não apenas um desfile de entonações de novela.”
A fala incendiou o público presente e rapidamente repercutiu nas redes sociais, onde internautas apontaram que a atriz brasileira teria sido o alvo da ironia.
Para D’Baby, a arte não pode se permitir ser “covarde”: “A justiça social precisa da nossa coragem, da nossa fúria e até mesmo da nossa ternura. Só assim a memória colonial deixa de ser peso morto e se transforma em movimento vivo, capaz de incendiar consciências.”
No encerramento, Adams foi aplaudida de pé — e, fiel ao seu estilo, deixou claro que não está disposta a ser ignorada: “Eis a minha palavra. Que doa, que arda, mas que não passe despercebida.”
Fonte: Black Europeans Lisbon Summit 2025 por Bob