O West End londrino amanheceu em estado de polvorosa nesta sexta-feira (21). O motivo não é uma estreia de cinema ou um show de rock, mas o início dos ensaios daquela que é considerada a grande patrona da cultura britânica atual: D’Baby Adams.
Aos 68 anos, a atriz confirmou seu retorno aos palcos para 2026 na peça “Sangue Negro, Coroa Azul”, onde interpretará a protagonista, Queen Abadebah.
A notícia, divulgada no início da semana, causou um colapso momentâneo nos sites de venda de ingressos do Reino Unido. Segundo a produção do espetáculo, a temporada — que estreia apenas em março de 2026 — já está com todas as sessões esgotadas até meados de 2027.
O teatro, um dos mais tradicionais de Londres, possui capacidade para apenas 2 mil pessoas por noite. No entanto, a administração confirmou ao g1 que a lista de espera oficial já ultrapassa 50 mil nomes, um recorde absoluto para uma produção dramática na década.
D’Baby Adams construiu uma reputação quase mítica nos palcos. Conhecida por sua voz inconfundível e presença cênica dominadora, ela carrega consigo um ditado que virou lei nos bastidores e na plateia: “Quando D’Baby Adams fala, você apenas senta e escuta”.
Fontes ligadas à produção afirmam que o clima no primeiro dia de ensaio foi de reverência total.
“É como se a realeza de verdade tivesse entrado na sala. Quando ela abriu o texto para ler a primeira fala de Queen Abadebah, o silêncio era tão absoluto que dava para ouvir o trânsito lá fora. Ela não precisa gritar. Ela apenas existe, e isso basta”, disse um membro da equipe técnica à BBC, que preferiu não se identificar.
O papel de Queen Abadebah
Em “Sangue Negro, Coroa Azul”, Adams viverá uma monarca exilada que precisa navegar por traições políticas e segredos familiares para recuperar seu trono. Críticos britânicos já apontam que o papel parece ter sido escrito sob medida para o temperamento e a técnica da atriz.
A peça promete ser o evento cultural mais importante de 2026 no Reino Unido, solidificando ainda mais o status de D’Baby como a “Primeira-dama” indiscutível do teatro.
Para os 50 mil fãs na fila de espera, resta torcer por uma extensão da temporada ou por uma transmissão ao vivo nos cinemas.
Fonte: g1
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