LONDRES — Uma das vozes mais influentes das artes cênicas britânicas,
D'Baby Adams, publicou nesta quinta-feira uma crítica devastadora sobre a atuação de
Wagner Moura em
O Agente Secreto. A review foi publicada na edição impressa e digital da respeitada revista britânica de crítica cinematográfica
Sight & Sound, gerando intensa repercussão entre críticos e fãs na corrida para o Oscar.
Adams, conhecida no Reino Unido como “Primeira-Dama do Teatro Britânico”, não poupou palavras para expressar seu desdém pelo filme e pela performance do ator brasileiro. “Se ele ganhar, a categoria perde o sentido”, escreveu ela logo no título do texto, numa crítica que já está sendo chamada nos bastidores de “a mais feroz da temporada”.
Abaixo, a crítica publicada na íntegra:
Por D’Baby Adams, Primeira-Dama do Teatro Britânico
Londres – É raro eu sair de uma sessão de cinema genuinamente entediada, mas O Agente Secreto conseguiu o impossível: transformar duas horas de projeção em um exercício de paciência e desapego emocional. Wagner Moura, que muitos têm exaltado como o novo rosto da intensidade latino-americana, entrega aqui uma atuação sem alma, sem ritmo e, sobretudo, sem verdade.
O filme se pretende sombrio e inteligente, mas tropeça em sua própria pretensão. Moura interpreta o protagonista com um olhar perdido e uma rigidez que beira o desinteresse. Não há profundidade, apenas gestos ensaiados e pausas calculadas que confundem introspecção com apatia. É uma performance que parece gritar: “olhem como estou atuando”, sem jamais nos fazer sentir algo real.
Quando um ator busca a emoção e não a encontra, resta apenas o artifício — e O Agente Secreto é um desfile de artifícios. É tudo tão estéril, tão sem centelha, que a plateia termina o filme ansiando por qualquer traço de humanidade.
E então me pergunto: é isso o que a Academia quer premiar? Se Wagner Moura levar o Oscar de Melhor Ator, será a completa desqualificação da categoria. O prêmio perderá seu propósito histórico de celebrar a arte de encarnar o humano em sua complexidade.
Enquanto isso, Timothée Chalamet, em Marty Supreme, nos lembra o que é atuar de verdade. Cada olhar dele é uma narrativa; cada respiração, um universo. Há vida, vulnerabilidade e risco. É disso que o cinema precisa — não de performances mecânicas embaladas por campanhas de marketing.
Sim, a indústria pode tentar empurrar Moura como o nome da vez, mas emoção não se fabrica. E talento, meus caros, não se traduz em sotaque nem em semblante sério.
O Oscar precisa de arte, não de artifício.
E arte, este ano, tem nome e sobrenome: Timothée Chalamet.
— D’Baby Adams
Primeira-Dama do Teatro Britânico
A crítica foi publicada horas após a confirmação de que O Agente Secreto entrará oficialmente na disputa do Oscar 2026, onde Wagner Moura é considerado um dos favoritos à indicação de Melhor Ator. Segundo fontes da indústria, executivos de estúdio ficaram “furiosos” com o texto, enquanto parte da crítica norte-americana elogiou a “coragem” de Adams em desafiar a narrativa dominante da temporada de premiações.
Fonte: Sight & Sound por longfurby