“Comigo sempre foi assim: se branco falava A, eu falava B e C. Sempre falava mais. Se gritava, eu gritava dez vezes mais alto.”
D’Baby contou que antes da estreia de This Girl is So Crazy, em 1974, foi abordada por uma senhora branca em Carfax que lhe disse: “negrinha bonita poderia trabalhar na minha casa”. A atriz relembra que sua mãe quis reagir fisicamente, mas ela mesma respondeu de forma cortante: “Eu até poderia trabalhar na sua casa, mas saiba que jogaria água fervente em você enquanto dormia.”
A tal senhora, segundo Adams, seria Sonia Vurx — a atriz que anos mais tarde se tornaria antagonista da peça. D’Baby explicou que muito do turbilhão de experiências de racismo que viveu serviu de combustível criativo para a obra.
“Eu sempre digo: se branco vier pra cima de mim, vai ouvir poucas e boas. Eu não deito pra branco nem se meus pais fossem brancos. Eu quero respeito. Eu sou D’Baby Adams.”
A fala rapidamente repercutiu nas redes, com fãs celebrando mais uma vez a ousadia e o ativismo da dama do teatro britânico.
Fonte: BBC One por Frodo
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