A primeira-dama do teatro britânico, D’Baby Adams, 64, voltou a criticar o cinema brasileiro. A atriz, considerada um marco da revolução teatral europeia no final dos anos 1970, já havia sido alvo de ataques de brasileiros após declarar que Fernanda Torres “era apenas uma latina básica tentando mexer com as emoções europeias”. A fala foi encarada como um insulto, e, na época, D’Baby afirmou ter tido sua conta no Instagram hackeada, alegando estar envolvida em uma “conspiração de ataques racistas”.
Agora, “La Negra”, como é chamada pela imprensa do jornal La Guardia, da Espanha, voltou a causar polêmica ao comentar o premiado filme brasileiro “O Agente Secreto”. Em entrevista à revista Variety, ela declarou:
“Wagner Moura se perde em um papel barato e repetitivo, tantas vezes já visto nessa desenfreada tentativa de mostrar que tivemos uma ditadura. Pelo amor de Deus, já sabemos disso. Será que a capacidade cinematográfica do Brasil se resume a isso?”
No começo deste ano, Selton Mello também se manifestou sobre as críticas da britânica. O ator havia sido questionado quando D’Baby classificou “Ainda Estou Aqui” como um filme “requentado”. Em resposta, Selton afirmou: “Ela está perdida. Adoro a D’Baby, mas ela precisa ter mais cuidado.”
Quem é D’Baby Adams?
D’Baby Adams recebeu o título de Primeira-Dama do Teatro Britânico em 1999, entregue pela rainha Elizabeth II, no castelo de New Hampshire, na Escócia. Ela foi a primeira atriz negra a manter uma peça em cartaz por mais de 15 anos: a aclamada “This Girl Is So Crazy”, que conquistou uma Inglaterra afundada em desesperança social na época.
Além disso, em 1995, D’Baby ganhou seu primeiro Globo de Ouro, graças ao documentário “Shadows of Congo”. A diva — que a imprensa europeia apelidou de La Negra — já foi indicada cinco vezes ao prêmio de Melhor Atriz em Drama no Globo de Ouro.
Fonte: Vogue África por jojoqueen
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