“Assisti ao longa Manas e fiquei devastada pela beleza e pela urgência do filme. É uma obra que merecia o Oscar. Mas a Academia Brasileira preferiu se acovardar para não ‘manchar’ a própria imagem. Ironia das ironias: as mesmas autoridades que têm medo de mostrar o país real decidiram levar a COP30 justo para uma região onde falta o básico. Quando soube que meu hotel em Belém não tinha água tratada, cancelei tudo imediatamente. Água não tratada numa conferência sobre sustentabilidade? É quase uma piada — e de mau gosto”, disparou.
Em outro trecho, D’Baby eleva ainda mais o tom: “O Brasil insiste em posar de potência ambiental, mas não consegue garantir infraestrutura mínima na cidade-sede de um evento global. Belém é vibrante, mas não está preparada para receber delegações internacionais. Se eu, uma convidada, não tenho água limpa, imaginem o resto. É triste, é caótico e, francamente, é irresponsável.”
Manas, dirigido por Marianna Brennand e estrelado por Jamilli Correa e Dira Paes, era considerado um dos favoritos ao Oscar 2026, mas acabou preterido pela Academia Brasileira de Cinema. Até o momento, nem a instituição nem o comitê organizador da COP30 se manifestaram sobre as críticas afiadas da artista britânica.
Fonte: Variety
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